O caminho até à F1: Nino Vaccarella

Arquivos 09 Mar 2014

O caminho até à F1: Nino Vaccarella

Por Pedro Branco

A morte prematura de um pai, para além da tristeza surpreendente, acarreta novos desafios aos filhos, podendo também despertar novas oportunidades. Foi mais ao menos o que sucedeu a Nino Vaccarella.
 
Recém-detentor de uma licenciatura, Nino e a irmã viram-se com a necessidade de tomar conta do colégio privado familiar, por força da morte do pai. E também de herança ficou um Fiat 1100, que ficou para o varão, que por sua vez começou a participar em provas no final dos anos 50 na sua Sicília natal. O entusiasmo alargou-se de tal forma, que compraria um Lancia Aurelia 2500 em 1957, disputando como primeira prova a Trapani-Monte Erice, alinhando no Targa Florio de 1958 também com esta máquina. Os bons sucessos obtidos nesse ano levam a que procedesse a aquisição de um Maserati 200S (a primeira opção até foi um Ferrari Testarossa 2.0, mas não conseguiu chegar a acordo com o barão Beppuzzo Cammarata, o proprietário do exemplar que queria comprar). E melhores resultados se seguiram, neste carro que vinha aureolado com título de campeão italiano em 1958 pelas mãos de Adolfo Tedeschi), juntamente com a disputa do Targa ao volante de um Maserati Tipo 61 da Camoradi, com os americanos a reconhecerem a vantagem terem no seu seio um talentoso conhecedor daquelas estradas, isto já em 1960. Aliás, Vaccarella seria o grande ídolo dos tiffosi sicilianos, dando-lhes a alegria de celebrar a sua vitória na prova idealizada pelo conde Florio por três vezes (1965, 1971 e 1975).
 
Este ascendente de Vaccarella foi notado pelo conde Giovanni Volpi, o fundador da Scuderia Serenissima, que o levou para o seio da sua equipa, brilhando ao seu serviço nas corridas de sport. Mas nem só de rodas tapadas esteve marcada a sua ligação a esta equipa. Volpi ficou com os De Tomaso de F1, carros que nasceram tortos, e que não era na Serenissima que se iriam endireitar (aliás, tal nunca sucedeu!). Vaccarella foi um dos pilotos em que calhou em sorte (ou azar) a sua condução, estreando-se no Mundial de F1 no GP de Itália de 1961 ao volante de um destes carros equipado com um motor de Alfa-Romeo Giulietta preparado pelo “mago” Virgilio Conrero.



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