O caminho até à F1: Walt Hansgen

Arquivos 02 Mar 2014

O caminho até à F1: Walt Hansgen

Por Pedro Branco

Hoje em dia, a grande maioria dos pilotos que chegam à F1 já andam de kart antes de chegar à adolescência. A geração anterior lá começou quando era teenager. Depois houve aqueles começavam a competir nas fórmulas de promoção locais quando faziam 18 anos. E se formos recuando ainda mais, sobretudo para o período que tem vindo a ser abordado aqui nesta rúbrica, então esse começo nas competições ainda pode ser bem mais tardio, o que não invalida a existência de uma carreira de sucesso. É o caso do piloto abordado nesta edição, o americano Walt Hansgen.
 
Este nativo de New Jersey trabalhava na oficina de bate-chapas da família quando aos 32 anos pediu dinheiro emprestado à mãe para comprar um Jaguar XK120. Uma vez na posse do “big cat”, começou logo a correr com ele!
 
Mesmo sem grandes resultados nesse primeiro ano (1951), ganhou o estatuto suficiente para ser convidado para partilhar um MG TD nas 12 Horas de Sebring de 1952. O que seria mesmo interessante é que no ano seguinte deu-se ao trabalho de construir o seu próprio carro, aproveitando o motor e a suspensão do seu Jaguar, só perdendo mesmo para os Ferrari.
 
Deixou de o utilizar com frequência a partir de 1955, mas para passar a conduzir também para outros proprietários. E é ao volante de uma dessas oportunidades, o D-Type da Tage Hansen, que bate os quatro carros da equipa com a qual estava em conversações, nada mais nada menos que a escuderia de Briggs Cunningham.
 
Assina de pronto com Cunningham e ainda celebrará nesse ano o primeiro dos 4 títulos consecutivos na categoria C (julgo que a principal) da SCCA. Esta ligação a Briggs Cunningham e a Alfred Momo irá durar praticamente durante toda a sua carreira. Aliás a foto que encabeça estas linhas mostra o Jaguar dessa equipa que partilhou com Dan Gurney nas 24 Horas de Le Mans de 1960. Seria também através de Alfred Momo (que não tem nada a ver com a empresa que faz os volantes com o mesmo nome) que se estrearia no Mundial de F1, com um Cooper T53 no GP dos EUA de 1961, ele que já tinha alguma experiência de fórmulas, tendo inclusive ganho a prova de Formula Junior que serviu de suporte ao GP dos EUA de 1960.



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