João Mexia vence Rally de Portugal Histórico 2013

Competição 12 Out 2013

João Mexia vence Rally de Portugal Histórico 2013

Foi de muita competitividade que se fez este Rally de Portugal Histórico 2013, com a prova a conhecer seis líderes diferentes e 16 vencedores ao longo das 46 Especiais propostas pelo ACP Motorsport para a sétima edição da prova.
 
Após nove trocas na frente da classificação até meio da 3ª Etapa, mais concretamente até à 21ª Especial, o Rally teve pela segunda vez dois pilotos empatados no topo da tabela, altura a partir da qual a dupla João Mexia/Nuno Machado colocou definitivamente o Porsche 911 Coupé (1973) na primeira posição e de imediato tratou de começar a distanciar-se dos demais rivais para levar a cabo um final de prova muito tranquilo.
 
Numa jornada em que as diferenças no topo da tabela foram sempre muito curtas até à Classificativa de Braçal (25ª), a regularidade e quase perfeição de Mexia foram cruciais para a prova voltar a conhecer um vencedor nacional pela primeira vez após quatro edições consecutivas com os triunfos a serem granjeados por pilotos estrangeiros.
 
Mas este não foi o único factor determinante para o resultado final. Um erro por parte da dupla belgo-luxemburguesa Yves Deflandre/Joseph Lambert (Porsche 911 de 1972) foi também preponderante para o resultado final. Os segundos classificados do Rally de Portugal Histórico 2013 perderam 105,3 segundos para os primeiros, deitando por terra todas as aspirações que tinham de vencer. É certo que o belga deu tudo para reduzir o atraso ao triunfar em oito especiais, mas o luso respondeu exactamente da mesma forma para terminarem ambos como os pilotos com mais vitórias em Especiais.
 
Contudo, antes do desfecho os pilotos levaram a cabo a muito esperada e apreciada dupla passagem pelos troços de Lagoa Azul/Peninha e Sintra, o corolário da prova e as especiais que, como é tradição, contou com mais público. Álvaro Ochagavias Temino (Porsche 911T de 1973) venceu as duas passagens pela classificativa Lagoa Azul/Peninha, enquanto as passagens pela classificativa de Sintra foram ganhas por Cipriano Antunes (Audi Quattro de 1981) e por Paulo Marques (BMW 1600 de 1969).
 
À chegada ao Parque Fechado nos Jardins do Casino Estoril, João Mexia era a felicidade em pessoa. “Foi um Rally difícil!” começou por adiantar o piloto. “O Caramulo foi decisivo; acho que estivemos muito bem apesar das dificuldades com que a organização nos testou. Fizemos o último dia todo a controlar a vantagem que tínhamos. Andei sempre com o credo na boca, principalmente em Arganil, pois só dependíamos de nós para ganhar.”
 
Quanto ao momento mais complicado da prova, Mexia referiu: “O pior foram os problemas no segundo dia; ficámos sem alternador no Préstimo e em resultado disso o motor começou a aquecer. Estivemos perto de desistir, mas foi aqui que também tivemos um dos melhores momentos da prova, a passagem pela ponte do Préstimo. Estava cheia de água e isso acabou por arrefecer o motor, o que nos permitiu chegar a Viseu, onde substituímos o alternador.”

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Já estava o nosso rali a ser ganho pelos estrangeiros muitos anos seguidos, se no WRC nunca tivemos hipóteses(devido a ……….), nos históricos a conversa é outra!!

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