Huf

Clássicos 10 Ago 2013

Huf “apadrinha” De Dion-Bouton do Museu do Caramulo

A Huf apadrinhou o De Dion-Bouton (1905), do Museu do Caramulo, um dos maiores e mais imponentes veículos da colecção e que servia para ir à caça.
 
Este apoio traduz-se num patrocínio orientado para a conservação e manutenção do automóvel durante todo um ano.
 
Sobre o automóvel
 
Numa visita a Quinta da Ínsua (Mangualde), em Outubro de 1962, João de Lacerda descobre um velho chassis De Dion-Bouton, sem motor nem rodas. Noutro local da mesma propriedade e atrás de fardos de palha, surge uma carrosserie tipo “Omnibus” e finalmente num palacete, no Porto, o motor.
 
O Eng.º João de Albuquerque, proprietário destes “restos” dum velho De Dion, amavelmente oferece os “salvados” a João de Lacerda.
 
A reconstrução demorou dez anos e só foi conseguida pela colaboração de José Rodrigues Estêvão (que era conhecido pelo “Estêvão dos De Dion”), com oficina na Rua Luís de Camões, em Lisboa, pois a mecânica deste modelo, único, era particularmente difícil.
 
O chassis longo, com a original suspensão traseira De Dion, suporta um conjunto invulgar de caixa de velocidades/diferencial, com carter em alumínio e lubrificação por bomba por utilizar óleo igual ao do motor. O motor, de quatro cilindros separados, alimentado por magneto de baixa tensão e distribuição De Dion, e uma rara peça de mecânica. Descobriu-se gravada na cambota, a seguinte inscrição “J. E. 9 11 05” que indica, curiosamente, a data do seu fabrico.
 
A carrosserie, tipo “Omnibus”, fabricada em Portugal, como era habitual na época, pode levar dez passageiros em assentos laterais.
 
Analisado e classificado pelo Veteran Car Club of Great Britain, com o n.º 1519, descobriu-se que é o único sobrevivente deste modelo e que foi o maior e mais potente automóvel fabricado, nos anos 1905 1906 por De Dion Bouton.

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