Mercedes-Benz de Fangio vendido por 22,7 milhões de euros

Mercado 13 Jul 2013

Mercedes-Benz de Fangio vendido por 22,7 milhões de euros

O mítico Mercedes-Benz W196 de 1954, pilotado por Juan Manuel Fangio, foi leiloado pelo valor record de 22,7 milhões de euros na passada sexta-feira.

 

No leilão realizado pela Bonhams, em paralelo com o 20º aniversário do Goodwood Festival of Speed, em Chichester, no sul de Inglaterra, o novo dono do emblemático F1 alemão disputou este artefacto, via telefone, com potenciais compradores de três continentes e pediu anonimato ao efetuar a compra.
 
O histórico “estrela prateada”, vencedor de dois Grandes Prémios na Suíça e Alemanha nas mãos do argentino detentor de cinco títulos mundiais, foi o primeiro monolugar alemão a conquistar a vitória num GP após a II Guerra Mundial, com significativos avanços tecnológicos como o motor de injecção e a embraiagem independente.
 
Este simbólico Mercedes volta agora a fazer história, ao destronar o antigo record de 2011, quando um protótipo do Ferrari 250 Testa Rossa de 1957 foi vendido em leilão por 12,5 milhões de euros.
 
Segundo o historiador Doug, o elevado valor do veículo deve-se à ausência de restauro do veículo, que o mantém intacto tal como Fangio o conduziu na década de 50. Para este historiador “cada carro que foi restaurado perdeu parte da sua história, porque ela acabou apagada com uma nova pintura ou montagem. Neste caso nada foi apagado, é um belíssimo sobrevivente.”
 
Em Dezembro de 1955, após o triunfo na Suiça, o Mercedes-Benz de “El Chueco” foi levado para o Museu Daimler-Benz, e na década de 80 foi vendido a Sir Anthony Bamford, sendo o único dos dez W196 do pós-guerra nas mãos de privados, encontrando-se os restantes na posse da Mercedes ou de museus.
 
Desde o ano de 2000 que este tesouro não era exibido em público, até ser encontrado no início do ano num armazém, e ter sido agora leiloado por esta excêntrica quantia. James Knight, director do sector automobilístico da Bonhams, colmata o leilão afirmando que sempre souberam que era “um carro muito, muito importante”, elogiado pelo historiador Nye como uma “obra-prima manufacturada, uma peça de joalharia mecânica”.
 
Texto: Inês Santos Ferreira
 



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