Troféu Nacional de Clássicas arrancou em Braga

Clássicos 15 Abr 2013

Troféu Nacional de Clássicas arrancou em Braga

Teve início no primeiro fim-de-semana de Abril a primeira prova do Troféu Nacional de Motos Clássicas de 2013 que dificilmente poderia ter começado de melhor forma para o Team Clássico Racing. Os seus dois pilotos monopolizaram as posições cimeiras do pódio, a que se juntou a vitória de Alberto Pires na primeira prova da Taça Século XX – Troféu Luís Carreira. Os treinos de qualificação e a corrida foram disputados debaixo de chuva constante. Mas isso não foi impedimento para uma corrida bem animada e cheia de emoção. Fernando Pedrinho Martins, a estrear aqui a belíssima Yamaha TZ 350G Spondon do Museu Automóvel António Augusto, liderava na primeira curva, depois de ter ocupado o seu lugar na grelha “in extremis”. O lisboeta, residente em Estocolmo, comandou as duas primeiras provas para ser passado, no final da recta, por Alberto Pires e António Sousa Machado. O piloto de Matosinhos conseguiu manter-se na frente e geriu a diferença para os seus opositores, que se viram afectados pelo embaciamento prematuro das viseiras dos seus capacetes. Pires voltou a brilhar em Braga e impôs a RD 350 LC preparada pela equipa técnica do ISVOUGA. Logo a seguir ficou Fernando Pedrinho Martins, que se desembaraçou de António Sousa Machado, o qual ocupou o lugar mais baixo do pódio. Paulo Barbosa esteve mais uma vez muito bem no seu circuito caseiro, correndo desta vez na C2 com a habitual BMW R75/6, impondo-se sem dificuldade às Yamaha XS 500 do campeão da classe, José Figueiredo, e à do seu colega, Francisco Monteiro. Na C1, a vitória foi para Cláudia Saraiva, que impôs a pequena Yamaha TZR 125, apesar de uma queda nos treinos que a deixou algo limitada e obrigou o seu pai a trabalho redobrado na reparação da moto para a corrida, à BMW R50/5 de Vasco Rodrigues. A equipa do Team Clássico Racing estava naturalmente muito satisfeita com este começo de campeonato, sobretudo depois de duas épocas algo azíagas. “Foi muito difícil, a visibilidade era má por causa da chuva, a aderência reduzida e o motor começou a mostrar sinais de que não gostava de tanta água”, referiu Alberto Pires, após repetir o feito de há dois anos atrás. “Andei no limite do início ao fim pois sabia que os meu adversários também estavam com a mesma motivação”.
Já Fernando Pedrinho Martins obteve aqui a sua melhor classificação de sempre no TNC.
“Acho que estamos de parabéns pois era difícil fazer melhor. Ainda bem que treinámos no sábado, pois deparámo-nos com vários problemas que conseguimos resolver para a corrida. O António Nicolau e o Lindolfo Sol foram, uma vez mais, incansáveis a trabalhar na RD 350 LC, assim como o António Cristina e o Sérgio na Yamaha TZ 350. Quanto à corrida, foi bem complicada, devido à chuva e porque o Alberto Pires e o “Tom” Sousa Machado estavam fortíssimos. Ainda pensei que ia conseguir chegar-me ao Alberto, mas a viseira embaciada e a entrada de água por um dos carburadores a duas voltas do fim, obrigou-me a baixar o ritmo. Ainda assim deu para segurar o segundo lugar e obter um fantástico resultado de equipa, que já vinha dos treinos”.
Fernando Pedrinho Martins ficou de fora da primeira prova da Taça Século XX – Troféu Luís Carreira, devido a um imprevisto de última hora na sua Husqvarna SMR 610, ficando a representação da equipa entregue a Alberto Pires.
Depois da homenagem prestada por todo o “paddock” ao antigo campeão, coube a Alberto Pires ilustrar da melhor forma este tributo a Luís Carreira, vencendo uma prova que dominou de fio a pavio, apesar de alguma réplica inicial dada por Paulo Sotero na poderosa Yamaha FZR 1000. Pires venceu à geral e na classe LC2, enquanto Sotero venceu entre os concorrentes da LC3 e Pedro Pereira na LC4.
Os troféus prosseguem agora com a segunda prova, a disputar no Estoril, a 19 de Maio.

Fotos: Carlos Coutinho/ Gil Martins

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