Westfield: será este o Seven do futuro?

Modernos 18 Dez 2012

Westfield: será este o Seven do futuro?

Apresentado em 1957, o Lotus Seven é ainda hoje um dois mais desejados kit-cars de sempre. Com uma cotação da ordem dos €42.000 para um S1 e uns mais apetecíveis €17.000 para um Caterham, a verdade é que as variações ao redor do tema não param de surgir.
Depois da Caterham ter adquirido os direitos de produção do Seven à Lotus, outras empresas apressaram-se a interpretar este modelo, cada um à sua maneira, conseguindo ou não um feito assinalável.
A Birkin conseguiu realizar um estranho veículo, enquanto por exemplo, a Dala 7 constrói o seu modelo de eleição tendo como base peças Volvo.
Outro fabricante, sediado em Inglaterra, é a Westfield que baseia a sua produção nos antigos Lotus Eleven e claro, nos Seven. Se é bastante difícil encomendar um Eleven à Westfield, uma vez que estes só são produzidos sob encomenda, o mesmo já não sucede com o Seven. Atualmente a marca possui na versão Sport de 1600cc o seu maior trunfo de vendas. Com um bloco de origem Ford com 150 CV, o Westfield tem na sua relação peso/ potência o seu maior trunfo. Mas já lá vamos…
Quando analisamos o Westfield Seven do lado de fora, depressa nos apercebemos que este não é o tradicional “carro de ir às compras” ou para levar a sogra a dar uma volta na Marginal. Este é um carro cujo prazer de condução é a palavra de ordem, assim que acionamos o botão de arranque.
Na unidade que verificámos, a ausência dos para-lamas dianteiros tinha sido uma exigência do atual proprietário, o que quanto a nós, nos parece algo estranho em termos visuais e mesmo em termos práticos, caso chova.
Quanto ao conjunto visual, analisado como um todo, este é bastante agradável e sinceramente ficámos convencidos. Mas claro, num carro como este, é necessário sentir algo mais.
Ao entrarmos no habitáculo do Westfield Sport, depressa nos deixamos abraçar pelos bancos já mostrados na versão Sport Turbo. Para entrarmos temos que nos deixar cair para o seu interior, uma tarefa algo difícil para os menos habituados. Sentados ao volante de dimensões reduzidas, depressa nos apercebemos do caráter desportivo, com o volante de três braços a ditar o mote.
Optamos por deixar o rádio desligado, já que queremos ouvir o motor cantar. Acionamos o botão de start e julgamos que estamos num carro de corrida, o que não deve estar assim muito longe da realidade, já que é-nos difícil de passarmos despercebidos. Três, dois e …brummmm, o escape começa a dar os primeiros acordes de uma sinfonia rouca, mas nem por isso menos melodiosa para os ouvidos mais exigentes.
Como rolamos sem a capota e em pleno Outono, nada melhor do que ligar o aquecimento (para as pernas sabe sempre bem), metemos o gorro e metemos a primeira, já depois do motor estar quente qb.
A sensação de se estar a pilotar um kart é uma realidade, coma direção a ser bastante direta e precisa. Claro que para estacionar, “é preciso comer um bife”, mas este é um “carro para machos”, com um sex appeal bastante vincado.
Infelizmente, o contacto com este Seven foi bastante curto, mas ficámos convencidos que a versão de 150 cv é mais do que suficiente os 500 kg do conjunto.
Olhamos de relance uma vez mais para o Westfield Sport e os triângulos da suspensão, o roll bar e faróis cromados fazem-nos querer voltar. Para pista? Não, preferimos usá-lo numa estrada sinuosa, o seu habitat natural.

Caraterísticas técnicas:

Motores: Ford 1600 (135 cv ou 155 CV), Ford 2000 (200 cv ou 250 cv);
Caixa de velocidades: 5 velocidades;
Travões: de disco às quatro rodas;
Jantes: 15 polegadas;
Pneus: 195/50×15;
Capacidade do depósito: 29 litros;
Suspensão: duplo triângulo de suspensão independente às 4 rodas com suspensões ajustáveis em altura e compressão;
Distância entre eixos: 2413mm;
Comprimento: 3660mm;
Largura: 1610mm;
Peso: 550 kg;

Texto: Redação
Imagens: Fernando Valente



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