Ferrari 275 GTS de 1965 atinge novo record com meio milhão de Libras

Clássicos 03 Jul 2012

Ferrari 275 GTS de 1965 atinge novo record com meio milhão de Libras

A venda de um Ferrari 275 GTS de 1965, certificado pela Ferrari Classiche, durante o Goodwood Festival of Speed no passado fim de semana, atingiu mais um recorde. O valor superior a meio milhão de Libras – mais exactamente 561 500 – alcançado no leilão da Bonhams, constituiu um novo máximo, superando o anterior recorde (estabelecido em 2012) em mais de 70 000 e a sua própria estimativa de venda para este leilão, em mais de 180 000 Libras. Este foi apenas um dos recordes de venda quebrados, a par do Blower Bentley de 1929 (por 5042 000 Libras) e do Rolls-Royce ‘Silver Ghost’ de 1912 (por 4,7 milhões de Libras), conhecido como “Corgi”, num leilão que superou os 22 milhões de Libras.
O carro, com o número do chassis 07293 é o 61º construído de um total de 200 e o 7º dos 19 fabricados com volante à direita.
James Knight, diretor do departamento automóvel da Bonhams, referiu na ocasião que este 275 GTS se encontrava em “fabulosas condições”. Foi objecto de um profundo restauro ao mais alto nível durante os últimos dois anos, possuindo – para além de números correspondentes de chassis e motor – todas as credenciais correctas e preveniência comprovada, sendo fornecido com o dossier de certificação Ferrari Classiche, todas as facturas do restauro e estojo de ferramenta completo e original.
O motor foi completamente reconstruído há cerca de seis anos por Chris Holley e sua equipa da Light Car Company, em Inglaterra, tendo sido pouco utilizado desde então. Antes do leilão foi efectuada uma revisão, tendo sido instalada uma nova bomba de óleo, retentores e feita afinação geral do motor.

O 275 GTS

Fabricado entre 1964 e 1968, o Ferrari 275 possuía uma carroceria desenhada por Pininfarina, representando uma evolução face ao seu antecessor, o 250. Embora tivessem existido várias versões de carrocerias Ferrari descapotáveis antes da série 250, foi apenas com 275 GTS que o desenho de carroceria foi padronizado, sendo aquela fabricada pela própria Pininfarina. Com um chassis multi-tubular ligado por tubos principais ovais – como era de resto habitual na gama Ferrari da época – o 275 foi o primeiro Ferrari de estrada com suspensão traseira independente, combinada com uma transmissão de cinco velocidades e diferencial, num inovador conceito de “transaxle”, que ajudou a melhorar a distribuição de peso, e que caracterizaria as futuras gerações de modelos Ferrari de estrada com motor à frente. Produzido durante dois anos, apenas entre 1964 e 1966, o 275GTS foi sofreu poucas modificações. Quando em meados da década de 60 os Ferrari começavam a ganhar interiores mais luxuosos, o 275GTS é o primeiro a receber um tablier de madeira lacada, para além dos seus bancos de tamanho generoso, sem no entanto perder as principais características de condução dos seus antecessores – o seu encanto agressivo.
O seu motor de 3286 c.c. (o último desenhado por Gioacchino Colombo) V12, a 60 graus, 24 válvulas produzia uma potência de 283 cv às 7500 rpm, com um binário máximo de 255 Nm atingido às 5500 rpm.

Texto: Jornal dos Clássicos
Imagens: Bonhams



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