Porsche 911 Cabriolet já roda em Portugal

Modernos 21 Mai 2012

Porsche 911 Cabriolet já roda em Portugal

Foi finalmente na semana passada que a versão descapotável do Porsche 911 foi apresentada em Portugal, depois de ter sido dada a conhecer ao mundo no salão de Detroit, no início do ano. Esta apresentação ibérica do modelo, que decorreu na península de Tróia, foi também comum à mais recente versão do roadster da marca – o Boxster, que vai já na sua 3ª geração.
Passados os segundo inciais de adaptação aos comandos e “displays” desta geração 991 – sensação inevitável de cada vez que nos sentamos num novo automóvel – cedo percebemos que estamos dentro de um automóvel maduro, em que cada pormenor foi estudado e concebido tendo em vista sua a melhor relação com o condutor. A “nova” consola central mais subida, estreada no Coupé e cuja origem remonta ao Carrera GT, contribui para a sensação de que estamos inseridos num verdadeiro cockpit.
A versão Carrera S ensaiada, equipada com a caixa automática de dupla embraiagem Porsche Doppelkupplungsgetriebe (ou PDK), possuía também a opção do pacote Sport-Chrono Plus pelo que nos apressámos a pressionar naquele botão da consola.
Com o acelerador colado ao fundo, cedo nos demos conta da fantástica sensação que é ser verdadeiramente catapultado dos 0 aos 100 em 4,3 segundos, enquanto a caixa de velocidades, bem como toda a electrónica a ela associada, vai funcionando na perfeição, transmitindo as relações certas ao motor, na altura certa, tirando partido da máxima aceleração possível, e conseguindo colocar toda a potência no asfalto.
Tal como no coupé, este 911 Cabrio apresenta uma distância entre eixos superior em 10 cm, fazendo com que o motor se aproxime mais do centro do chassis. Este avanço, contribui sem dúvida para reduzir a sensação de “pendulo” do motor traseiro, em curva, tão característica dos 911. Uma via dianteira mais larga aliada à nova direção electromecânica – que se revela muito precisa – possibilita uma condução mais ágil e entusiasmante. É também patente o aumento em cerca de 18% da rigidez do novo chassis em relação à geração anterior. Aplauso para o trabalho de Franz Enderle, responsável por este novo chassis.
À medida que os quilómetros vão sendo devorados, a suspensão absorve com magnífica eficiencia, as mais do que muitas irregularidades da estrada que nos leva até à aldeia da Comporta.

Uma capota inovadora

Depois da chuva ameaçar começar a caír, optámos por acionar a capota eléctrica, ficando em 13 segundos com o nosso Cabrio transformado praticamente num coupé. A principal característica deste novo 911 Cabriolet é, de facto, a sua concepção inovadora da capota, que permite a esta versão aberta manter, pela primeira vez na história, a mesma linha de tejadilho do coupé, com a consequente vantagem aerodinamica. Vénia para August Achleitner e para a sua equipa. A armação desta nova capota retrátil é composta por arcos planos de painéis de magnésio, suportados por barras de alumínio numa sucessão de lâminas metálicas e quando fechada comporta-se como um verdadeiro hardtop, a fazer lembrar uma armadura. O aspecto exterior é o de uma capota tradicional de lona, mas a redução de ruído interior, possível pela utilização de um novo material, faz-nos perceber que estamos na presença de algo de diferente, para melhor, muito melhor.
Se em matéria de carroceria estamos conversados – excepção feita à pequena redução na visibilidade dos retrovisores exteriores, face à anterior geração 911 – em relação a motores não há nada de novo a acrescentar face ao coupé, já que os motores do 911 Cabriolet são os mesmos das versões Carrera e Carrera S, mantendo todas as já conhecidas características: motores de seis cilindros opostos “boxer”, de 3,4 litros com 350 cv para o Carrera e de 3,8 litros com 400cv para o Carreira S. Acoplado a ambos está a transmissão manual de sete velocidades, ou, em opção, a transmissão automática de sete velocidades de dupla embraiagem PDK, que referimos anteriormente, e que possibilita fazer consumos de combustível e emissões de CO2 inferiores, através do modo “coasting”.
Durante os escassos 90 kms que separam Alcácer do Sal de Lisboa é-nos permitido constatar a versatilidade deste magnífico automóvel, de vocação genuinamente desportiva, e a facilidade que se transforma num verdadeiro GT, possibilitando-nos transpor longas distâncias num ambiente de elevado conforto.
Depois da apresentação do Coupé, a apresentação deste Cabrio faz-nos revisitar uma refinada montra tecnológica da Porsche – não só mecânica como também electrónica –, num produto que é o seu ex-libris, com muito perto de 50 anos de maturação.
Se já antes, a quota de mercado para a versão Cabrio do 911 se situava nos 40% das vendas totais, não temos dúvidas que, por todas as razões explicadas, esta mais recente versão do Porsche 911 Cabrio irá fazer equilibrar os valores para a metade. Afinal, quem não gosta de poder andar de capota aberta num dia de Sol de primavera, a caminho (ou de regresso) de um track-day?
O Porsche 911 Cabriolet já se encontra disponível em Portugal, em qualquer dos cinco concessionários oficiais da marca.
Para mais informações consulte www.porsche.com

Texto: Vasco Ricardo/Jornal dos Clássicos
Imagens: Porsche



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