Opel Omega Lotus: O mega Opel

Arquivos 02 Nov 2018

Opel Omega Lotus: O mega Opel

Em 1991, a Mercedes-Benz com o 500E e a BMW com o M5 dominavam a categoria das grandes berlinas desportivas. Mas uma ofensiva iria surgir de onde menos se esperava: o Opel Omega! O que podia parecer, inicialmente, uma brincadeira tornou-se mais preocupante para aquelas duas empresas quando as outras marcas do grupo GM ajudaram à festa, a começar pela Lotus.
 
Desejosa de mostrar as potencialidades existentes no grupo, a General Motors enviou então o Omega 3000 24v para Hethel, onde os engenheiros da Lotus fizeram um upgrade do motor passando a cilindrada para 3615 cm3, acrescentaram-lhe dois turbos fazendo assim aumentar a potência de 204 para 377 cavalos, juntaram-lhe a caixa de seis velocidades do Corvette ZR-1 para poder suportar o binário de 579 Nm, competindo ao eixo traseiro da Holden segurar as rodas traseiras motrizes!
 

 
Esteticamente, o Opel Omega Lotus era mais ostensivo que os rivais de Estugarda e Munique, sem cair em grandes extravagâncias, com um kit carroçaria específico: guarda-lamas alargados para as rodas (235/45 à frente e 265/40 atrás), entradas de ar no capot, um spoiler mais desportivo, um aileron e um discreto Empire Green, como única cor disponível. No habitáculo, as diferenças com o Omega 3000 24v que lhe serviu de base eram mínimas: estofos em couro e o nome “Lotus” no volante (sem airbag!), atrás do qual encontrávamos um velocímetro graduado até 300 km/h!
 

 
O resultado disto tudo: uma velocidade máxima acima dos 280 km/h e um 0 aos 100km/h despachado em 5,6 segundos quando o Mercedes 500E não conseguia fazer melhor que 250 km/h e 7 segundos no 0 aos 100. Em suma, as performances dum Porsche 911 Carrera 2 num automóvel familiar. Não há dúvidas: a Opel não vinha fazer um  papel de figurante!
 
A condução também não dava descanso. Enquanto que o 500E propunha performances elevadas mas com serenidade e caixa automática, o Omega Lotus, desprovido de quaisquer ajudas electrónicas, exigia  algumas noções de pilotagem, pois se num ritmo mais calmo o automóvel podia comportar-se como uma tracção dianteira, bastava um erro de dosagem no acelerador no momento errado para o eixo traseiro querer passar à frente! Como era de esperar, a Lotus desenvolveu um desportivo de primeira categoria… para quem sabe pilotar. Catapultava condutor e tripulantes, travava direito, mas em estradas montanhosas ou em pista sinuosa era importante conter o entusiasmo.
 
Tratava-se dum automóvel que não era de todo razoável, tanto em termos de condução como em termos de manutenção quotidiana devido ao seu carácter exclusivo. Terá sido exclusividade a mais, défice de imagem? O certo é que apesar das suas elevadas performances, o Opel Omega Lotus não teve o mesmo sucesso que os seus rivais alemães, tendo sido produzidas apenas 950 unidades. Uma raridade muito apetecível!
 


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