Porsche 911 RS Lightweight: O pináculo de um ícone automóvel

Clássicos 11 Out 2018

Porsche 911 RS Lightweight: O pináculo de um ícone automóvel

Revelado em 1972 no salão automóvel de Paris, o Carrera 2.7 RS (a sigla alude a “RennSport”, palavra em alemão que em inglês se traduz por “racing sport”) é, ainda hoje, um dos mais performantes 911 e um dos mais desejáveis, por certo.

 

Algumas pessoas consideram-no mesmo o melhor 911 alguma vez produzido, tendo sido o primeiro modelo 911 a ser distinguido com o termo “Carrera”.

 

O modelo foi usado para permitir a homologação do 911 no Grupo 4 dos GT e nasceu com o intuito de melhorar a performance dos 911 2.4S (a cujo chassis recorria) e rivalizar com os BMW CSL que, nesse tempo, corriam nos diferentes circuitos.

 

Face ao 911S standard, este 911 RS apresentava um motor maior (2,7 litros) com 210 cv, suspensão mais rígida, spoiler traseiro “rabo de pato”/“ducktail” em fibra sobre a tampa do motor, travões mais generosos e guarda-lamas mais salientes que abrigavam pneus traseiros maiores e jantes de liga leve Fuchs de 15 polegadas.

 

A produção inicial previa 500 exemplares, tendo, contudo, sido montados 1.580 veículos (superior, portanto, aos requisitos de homologação que impunham uma produção de 500 automóveis), dos quais 1.300 da versão base Touring. O automóvel teve ainda outra derivação, Lightweight, a qual era substancialmente mais leve: assinalava 975 kg quando a versão Touring pesava 1.075 kg, ou seja, uma diferença de 100 kg.

 

As viaturas Lightweight (feitas entre 1972 e 1973) possuíam painéis de carroçaria mais finos, através da aplicação de chapa de aço menos espessa, vidros de menor espessura fornecidos pela Glaverbel, bancos dianteiros com maior apoio lombar (os traseiros não existem) e um interior mais espartano. Nesta versão Lightweigth foram, igualmente, removidos os materiais de isolamento acústico, palas para o sol, o relógio do painel de instrumentos, o porta-luvas e as maçanetas interiores das portas, estas últimas substituídas por alças e puxadores de plástico. Tudo para se obter um peso tão reduzido quanto possível que desse “asas” aos seis cilindros opostos com injecção mecânica do modelo.

 

Do 911 Carrera RS “Lightweight” (M471 era o seu nome de código interno na Porsche) foram fabricadas apenas 200 unidades. Deste Porsche 911 RS foram ainda construídos 49 exemplares com propulsores 2.808 cc com 300 cv que receberiam o baptismo de RSR. Refira-se que houve ainda 17 unidades de uma versão ultra-light RSH (um 911 ainda mais puro) que acusava na balança 935 kg, ou seja, menos 40 kg do que o Lightweight.

 

Este e outros modelos icónicos da Porsche podem agora ser vistos na exposição temporária “Porsche: 70 anos de evolução”, patente no Museu do Caramulo.

 

Veja a galeria em baixo com algumas das melhores imagens do Porsche 911 RS Lightweight.

 

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TAGS: Museu do Caramulo Porsche Porsche 911 RS Lightweight


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