Opel GT faz 50 anos

Clássicos 24 Abr 2018

Opel GT faz 50 anos

«Nur fliegen ist schöner…» – «Só voar é melhor», numa tradução livre, foi o célebre slogan publicitário que acompanhou o lançamento do Opel GT há precisamente 50 anos. Este desportivo emblemático da Opel entrou para a história graças a várias inovações que marcaram a indústria à época.

 

A lenda Opel GT inicia-se no Salão Automóvel de Frankfurt de 1965, um irreverente modelo desportivo de dois lugares com silhueta muito esguia, ‘nariz’ baixo, faróis escamoteáveis, guarda-lamas salientes e traseira curta. Até então, nenhum fabricante europeu se atrevera a realizar algo semelhante. Na verdade, o Experimental GT era o primeiro concept car apresentado por uma marca alemã. A autoria era de Erhard Schnell e da sua equipa de designers, que haviam estreado, poucos meses antes, o novíssimo Styling Studio da marca em Rüsselsheim – o primeiro centro de design de um fabricante de automóveis na Europa.

 

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A ousadia foi plenamente recompensada no Salão de Frankfurt desse ano, tanto a imprensa como o público renderam-se às linhas do Experimental GT e teceram grandes elogios ao avanço da Opel. A entusiástica recepção foi motivo suficiente para que a passagem à produção recebesse luz verde. Decorridos seis anos sobre o primeiro esboço e apenas três sobre essa decisão, a primeira unidade Opel GT saía da linha de montagem, corria o ano de 1968.

 

O Opel GT é um dos primeiros exemplos de colaboração franco-alemã, a marca encarregou os produtores franceses de carroçarias Chausson e Brissoneau Lotz das operações de prensagem, soldadura e pintura, bem como da instalação do habitáculo do GT. As unidades eram depois enviadas para a Alemanha para montagem final, nomeadamente dos componentes de chassis e do conjunto motor/transmissão.

 

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O Opel GT oferecia duas motorizações à escolha. O mais acessível 1.1 provinha do modelo Kadett e debitava 60 cv de potência. O outro era o mais potente 1.9, com 90 cv, oriundo do Rekord. O GT 1900 ganhou rapidamente grande popularidade graças às performances de relevo para a época, como a velocidade máxima de 185 km/h e a aceleração de zero a 100 km/h em 11,5 segundos. A transmissão às rodas traseiras era efectuada através de uma caixa manual de quatro velocidades.

 

O formato do GT de produção era consideravelmente diferente do do protótipo de 1965. Na realidade, tinha aparência ainda mais musculada. A frente surgia mais larga e a projecção dianteira era mais curta. A protuberância para contornar os componentes do sistema de alimentação do motor permitiu manter a linha muito baixa do capô. Mas os recortes rectangulares dos faróis do protótipo foram substituídos por molduras arredondadas que contribuíam para dar ao GT uma aparência ainda mais original.

 

A carroçaria muito baixa e as linhas elegantes do Opel GT levaram em linha de conta o desempenho aerodinâmico a alta velocidade nas autoestradas alemãs. Mas esse design, que tornava o modelo tão especial, de repente tornou-se num problema – o GT era indisfarçável, ou seja, a Opel cedo teve que ‘abrir o jogo’ porque não havia camuflagem que escondesse a sua existência durante os habituais testes de estrada da fase pré-produção.

 

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Tal como o exterior, o habitáculo do Opel GT era muito avançado para a época. Saltavam imediatamente à vista os bancos tipo ‘bacquet’, o belíssimo volante de três raios e os mostradores redondos. Ainda hoje, o ambiente e a ergonomia de automóvel desportivo deste Opel não deixa ninguém indiferente. Contudo, apesar da emoção subjacente ao GT, os designers não deixaram de contemplar os mais avançados sistemas de segurança da época, como cintos de segurança de três apoios, estrutura de tejadilho reforçada, protecção contra embates laterais e coluna de direcção telescópica.

 

Com baixo centro de gravidade, estrutura rígida e suspensão evoluída, o GT era um automóvel ideal para corridas. Entre muitos sucessos contam-se as vitórias obtidas pelos Opel GT preparados pela escuderia italiana Conrero em provas de longa distância, no início dos anos 1970. Em 1971, Georg von Opel, neto do fundador da Opel, decidiu elaborar uma versão GT com motorização eléctrica, capaz de atingir velocidades da ordem de 190 km/h, vindo a estabelecer vários recordes mundiais. Em 1972 a Opel construiu um GT com motor Diesel que fixaria dois recordes mundiais e 18 recordes internacionais em provas realizadas no centro de testes da Opel em Dudenhofen.

 

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Em 1969, no Salão de Frankfurt, a Opel apresentou o protótipo Aero GT com óculo traseiro que baixava electricamente e tejadilho amovível. Por muito que este fosse um modelo de sonho para os adeptos dos descapotáveis, o projecto não passou da fase de estudo.

 

Com elevado desempenho dinâmico, design exclusivo e preço acessível, a popularidade do GT excedeu todas as expectativas. O Opel GT foi produzido até 1973, a produção alcançou um total de 103.463 unidades em apenas cinco anos.

 

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